{"id":410,"date":"2020-04-30T09:09:00","date_gmt":"2020-04-30T09:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.secondlove.pt\/blog\/?p=410"},"modified":"2020-04-30T09:09:01","modified_gmt":"2020-04-30T09:09:01","slug":"infidelidade-consentida-sim-ou-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.secondlove.pt\/blog\/infidelidade-consentida-sim-ou-nao\/","title":{"rendered":"Infidelidade consentida, sim ou n\u00e3o?"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.secondlove.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/infidelidade-consentida-no-casamento-e1588237477316.jpg\" alt=\"infidelidade consentida no casamento\" class=\"wp-image-415\" width=\"300\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>As mulheres s\u00e3o mais recetivas a <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.secondlove.pt\/\" target=\"_blank\"><strong>rela\u00e7\u00f5es abertas<\/strong><\/a>, os traidores s\u00e3o ciumentos por natureza e n\u00e3o querem ser tra\u00eddos, e h\u00e1 pa\u00edses onde se trai mais do que noutros (ou onde se responde com mais sinceridade a inqu\u00e9ritos). Vejamos como tudo isto se encaixa.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Monogamia&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O <strong>tema infidelidade <\/strong>\u00e9, a v\u00e1rios n\u00edveis, interessante. At\u00e9 porque se for consentida, uma trai\u00e7\u00e3o deixa de o ser e passa a ser um acordo. Porque nos unimos apenas a uma \u00fanica pessoa no formato de rela\u00e7\u00f5es monog\u00e2micas que se pretende que durem toda a vida? Por vontade pr\u00f3pria? Por indica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. Determina\u00e7\u00e3o cultural? Mera conven\u00e7\u00e3o social? Estaremos talvez mais perto da verdade se aceitarmos as duas \u00faltimas possibilidades, j\u00e1 que diferentes culturas, distintas configura\u00e7\u00f5es demogr\u00e1ficas e diferentes ditames religiosos definem uma grande varia\u00e7\u00e3o de receitas para as rela\u00e7\u00f5es afetivas. Ent\u00e3o, porque n\u00e3o refinar ainda mais essa versatilidade e aceitar uma infinidade de possibilidades, tornando cada entendimento \u00fanico? E mesmo dentro de cada relacionamento aceitar que h\u00e1 momentos distintos que podem exigir diferentes solu\u00e7\u00f5es de entendimento sexual. Aceitar que algu\u00e9m que amamos e nos ama possa satisfazer o seu desejo e \u00edmpeto sexual com outra pessoa. <\/p>\n\n\n\n<p>Longe dos primeiros\u00a0anos de descoberta m\u00fatua, de desejo e paix\u00e3o, em que tudo \u00e9 novidade e fresco, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil \u2013 \u00e9 at\u00e9 prov\u00e1vel \u2013 que a monotonia v\u00e1 retirando o brilho aos sentimentos, e que uma vida sexual sem criatividade acabe em frustra\u00e7\u00e3o e ressentimento. Em vez de acatar essa infelicidade como uma fatalidade, porque n\u00e3o definir regras mais abertas, que <strong>aceitem a liberdade individual de satisfazer necessidades fora do casamento <\/strong>e, assim, reoxigenar o amor? N\u00e3o seria um favor que se fazia ao casamento? N\u00e3o seria uma possibilidade de manter est\u00e1vel e at\u00e9 feliz uma uni\u00e3o que prometia desmoronar de t\u00e9dio e insatisfa\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O dilema n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o f\u00e1cil de resolver, como todos aqueles que envolvem sentimentos. A <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.secondlove.pt\/\" target=\"_blank\"><strong>trai\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a> tem por base o rompimento de um acordo m\u00fatuo, jurado e\/ou sacramentado, e a isto se juntam sentimentos de posse e a incur\u00e1vel dor dos cora\u00e7\u00f5es partidos, devastados por uma trai\u00e7\u00e3o. Tudo mudaria de figura se as <a href=\"https:\/\/www.secondlove.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>rela\u00e7\u00f5es extraconjugais<\/strong><\/a> n\u00e3o se definissem como trai\u00e7\u00e3o e antes como algo acordado e permitido pelas partes. Falamos de <strong>rela\u00e7\u00f5es abertas<\/strong>, onde, sem dramas, \u00e9 permitido ter rela\u00e7\u00f5es sexuais com outros parceiros, mas nas quais, ainda assim, h\u00e1 a certeza do regresso a casa e da manuten\u00e7\u00e3o da parceria amorosa prim\u00e1ria. Uma forma talvez mais correta e justa de admitir que h\u00e1 sempre um elemento sexualmente mais ativo do que o outro, o que desequilibra a balan\u00e7a da satisfa\u00e7\u00e3o e promove sentimentos de rejei\u00e7\u00e3o por parte do parceiro com maior apetite sexual.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Infidelidade consentida&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Importa conseguir estar no lugar do outro. Um exerc\u00edcio que permite entender e possivelmente aceitar outras perspetivas sobre amor, sexo, rela\u00e7\u00f5es e casamento. Mas este \u00e9 um exerc\u00edcio complexo e dif\u00edcil, no qual nem mesmo os traidores conseguem passar com m\u00e9rito. Aquilo que quase exclusivamente op\u00f5e traidores e n\u00e3o traidores \u00e9 a distin\u00e7\u00e3o que os primeiros estabelecem entre sexo e amor, enquanto os <a href=\"https:\/\/www.secondlove.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>amantes<\/strong><\/a> fi\u00e9is re\u00fanem ambos os conceitos como faces de uma mesma moeda. Por isso, os traidores podem, ainda assim, amar perdidamente a\/o companheira\/o e encontrar desculpa para os seus atos nessa dicotomia. \u201cFoi apenas sexo\u201d \u00e9 uma justifica\u00e7\u00e3o recorrente, que coloca a trai\u00e7\u00e3o f\u00edsica num insignificante patamar, bem mais abaixo de uma paix\u00e3o ou de um <strong>caso amoroso <\/strong>com algu\u00e9m por quem se sente algo mais do que mera atra\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos casais, sem preju\u00edzo do conforto e felicidade conjugais, estabelecem regras permissivas, que contemplam a possibilidade de ambos poderem ter <strong>casos extraconjugais revelados abertamente<\/strong>. Sem o obst\u00e1culo do sexo (pouco satisfat\u00f3rio, pouco frequente, ou demasiado exigente\u2026), duas pessoas que se amam podem focar toda a aten\u00e7\u00e3o naquilo que verdadeiramente os une e encontrar uma felicidade duradoura. Um entendimento que mant\u00e9m os sentidos alerta, sem risco de monotonia e que pode mesmo fomentar e alimentar o desejo sexual do casal. Claro que, para muitos, <strong>rela\u00e7\u00e3o aberta \u00e9 um contrassenso<\/strong>, na medida em que um casamento \u00e9 um compromisso e quem n\u00e3o est\u00e1 disposto a assumi-lo pode simplesmente manter-se livre e solteiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Trai\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A infidelidade consentida, no seio de uma rela\u00e7\u00e3o aberta e despreconceituosa, n\u00e3o \u00e9 para todos. Puritanismos pessoais, constrangimentos sociais, pouca abertura dentro do pr\u00f3prio casal para quebrar tabus e a excita\u00e7\u00e3o do segredo abrem mais facilmente o caminho \u00e0 trai\u00e7\u00e3o, aos encontros espor\u00e1dicos e apaixonados com amantes de circunst\u00e2ncia ou que ativamente se procuram em <a href=\"https:\/\/www.secondlove.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>sites de infidelidade<\/strong><\/a>. Pessoas casadas, mas insatisfeitas ou apenas sexualmente aventureiras que procuram realizar fantasias e prazer sexual, sem preju\u00edzo do amor que sentem pelos parceiros, preferindo ocultar algo que entendem n\u00e3o ser verdadeiramente significativo, com receio de deitar a perder o amor e todo o bom entendimento que existe noutras esferas da rela\u00e7\u00e3o. Um caminho, a trai\u00e7\u00e3o, que cerca de um milh\u00e3o de brit\u00e2nicos contempla e que j\u00e1 \u00e9 trilhado por cerca de 36% dos finlandeses, por exemplo. Uma <em>pool <\/em>europeia liderada pelos dinamarqueses, pa\u00eds onde quase metade da popula\u00e7\u00e3o admite j\u00e1 ter tra\u00eddo os parceiros, pelo menos, uma vez.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Curiosidades inesperadas&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O mais curioso, segundo dados estat\u00edsticos dispon\u00edveis, \u00e9 que <strong>homens e mulheres que traem s\u00e3o possessivos e ciumentos e n\u00e3o aceitam a ideia de partilhar a pessoa amada<\/strong>. Ou seja, encontram desculpas para os seus atos, mas n\u00e3o as consideram para justificar igual comportamento por parte das\/os parceiras\/os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Homens e mulheres que traem n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis para serem tra\u00eddos.\u00a0<\/li><li>Quem trai est\u00e1 confiante de que as\/os parceiras\/os jamais os tra\u00edram.\u00a0<\/li><li>Quem mant\u00e9m rela\u00e7\u00f5es sexuais fora do casamento assume n\u00e3o estar dispon\u00edvel para ter relacionamentos abertos nem se imagina a experimentar troca de casais.\u00a0<\/li><li>As mulheres s\u00e3o mais recetivas do que os homens a manter rela\u00e7\u00f5es abertas.\u00a0<\/li><li>Apenas cerca de um quarto das mulheres inquiridas admite nunca ter apanhado os parceiros a namoriscar outras mulheres.\u00a0<\/li><li>Um ter\u00e7o dos homens responderam j\u00e1 ter visto as parceiras a flirtar com outros homens.\u00a0<\/li><li>Mais de 90% dos homens e quase 75% das mulheres diz nunca ter apanhado as\/os parceiras\/os a trair.\u00a0<\/li><li>Os traidores n\u00e3o querem ser apanhados.\u00a0<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Mais acertado do que avan\u00e7ar com uma (inexistente) resposta definitiva \u00e0 pergunta do assunto deste artigo, e mais correto do que guiar-se por estat\u00edsticas ser\u00e1 perceber, individualmente, aquilo que melhor responde \u00e0s necessidades e sensibilidades de cada rela\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mulheres s\u00e3o mais recetivas a rela\u00e7\u00f5es abertas, os traidores s\u00e3o ciumentos por natureza e n\u00e3o querem ser tra\u00eddos, e h\u00e1 pa\u00edses onde se trai mais do que noutros (ou onde se responde com mais sinceridade a inqu\u00e9ritos). 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